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"A Sagrada Escritura é um diálogo permanente entre Deus e o homem, um diálogo progressivo no qual Deus se mostra cada vez mais perto, no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face, a sua voz e o seu ser..."(Papa Emérito  Bento XVI)
Padre António Vieira, sempre conspícuo: «Pelo que fizeram, se hão-de condenar muitos; pelo que não fizeram, todos»!

Sobre a Oração de Jesus

Sobre a Oração de Jesus  A oração era a essência da vida no deserto e consistia em salmodia (oração em voz alta - recitação dos salmos ou partes das Escrituras que todos deveriam saber de cor) e contemplação. Aquilo que hoje chamaríamos de oração cont emplativa era conhecido como quies ou "descanso". Este termo iluminador persistiu na tradição monástica grega como hesykhia, ou "doce repouso". Quies é um estado de absorção silenciosa auxiliada pela repetição suave de uma única frase das Escrituras - a mais popular delas sendo a oração de publicano: "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador." A forma abreviada desta invocação era "Senhor, tende piedade" (Kyrie eleison) - repetida em silêncio centenas de vezes por dia até se tornar tão espontânea e instintiva como a respiração.

OUVIR NO SILÊNCIO

"A contemplação é essencialmente um ouvir no silêncio, uma expectativa. E, no entanto, em certo sentido, realmente começamos a ouvir o Senhor quando cessamos de escutar. Qual será a explicação desse paradoxo? Talvez, apenas, que há um modo mais elevado de ouvir, que não é uma atenção a onda sonora, uma receptividade a um certo ripo de mensagem, mas um vazio geral que espera para captar a plenitude da mensagem de Deus dentro de seu próprio vácuo aparente. Em outras palavras, o verdadeiro contemplativo não é o que prepara sua mente para receber uma mensagem que deseja ou espera receber, mas é alguém que permanece vazio, porque sabe como jamais poderá esperar receber ou antecipar a palavra que transformará sua escuridão em luz. O contemplativo nem mesmo fica na expectativa de um tipo especial de transformação. Não pede luz em lugar da treva. Espera na Palavra de Deus, em silêncio. E quando recebe a 'resposta', ela não vem tanto por uma palavra que explode em seu silên...

8/SET: Natividade de Nossa Senhora...

O confessionário não é um local para conversas banais ou tagarelices

A confissão é um acto magnífico, um acto de grande amor. Só aí podemos entregar-nos enquanto pecadores, portadores de pecado, e só da confissão podemos sair como pecadores perdoados, sem pecado. A confissão é esse momento em que eu permito a Cristo suprimir de mim tudo o que divide, tudo o que destrói. A realidade dos meus pecados deve vir primeiro. Quase todos nós corremos o perigo de nos esquecermos de que somos pecadores e de que nos devemos apresentar à confissão como tais. Devemos dirigir-nos a Deus para Lhe dizer quão pesarosos estamos de tudo o que possamos ter feito que O tenha magoado. O confessionário não é um local para conversas banais ou para tagarelices. Aí preside um único tema – os meus pecados, o meu arrependimento, como vencer as minhas tentações, como praticar a virtude, como crescer no amor a Deus. Madre Teresa de Calcutá  in  'Não há maior amor'
A etapa do meio é, por vezes, difícil, seja o meio do dia, o meio do caminho, o meio de uma vida. O caminho surge ainda longo, as forças e o ânimo podem quebrar: pede, na tua oração, a graça da confiança e a perseverança na prática do bem.