Se as pessoas nos conhecerem como realmente somos, sem os enfeites mundanos de que nos cercamos, será que continuam a amar-nos? Ou será que nos esquecem mal deixamos de ter utilidade para elas? Somos bons por causa do que fazemos e temos, ou porque somos quem somos? Sou alguém porque o mundo me torna alguém ou sou alguém porque pertenço a Deus, muito antes de pertencer ao mundo? Henri Nouwen
«Eu sou a verdade» (Jo 14,6). Em virtude da nossa condição natural, caminhamos neste mundo mergulhados nas trevas (cf Lc 1,79). Para ascendermos a Deus, precisamos de ser iluminados sobrenaturalmente. Só Cristo manifesta a verdade religiosa, pois Ele é a luz do mundo. Os seus ensinamentos, sem dissiparem por completo as trevas, permitem-nos reconhecê-lo como o Enviado pelo Pai e aderir a Ele como a Verdade suprema e infalível. «O Senhor é minha luz» (Sl 27,1). O Evangelho traz ao mundo a revelação das grandes verdades religiosas: a Trindade, a encarnação, a redenção e as consequências da vida após a morte; e também revela à humanidade o mistério da paternidade divina. Quando Jesus nos fala de Deus, apresenta-O sempre como nosso Pai: «Vou subir para o meu Pai e vosso Pai» (Jo 20,18). Uma das características do Novo Testamento é ensinar-nos a chamar Pai a Deus, a comportarmo-nos com Ele como seus filhos (cf Mt 6,9; Rm 8,16). Com a paternidade divina, Jesus revela-nos também a nossa...