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  "Em política, até a raiva é combinada; quem não faz isso é amador" Ulisses Guimarães
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Se as pessoas nos conhecessem...

  Se as pessoas nos conhecessem como realmente somos, sem os enfeites mundanos de que nos cercamos, será que continuariam a amar-nos? Ou será que nos esqueceriam tão logo deixássemos de ter utilidade para elas? Somos bons por causa do que fazemos e temos, ou porque somos quem somos? Sou alguém porque o mundo me torna alguém ou sou alguém porque pertenço a Deus, muito antes de pertencer ao mundo? Henri Nouwen

Ir ao Bom Jesus

Nosso Bom Jesus nos convida a aprender dEle - não a fabricar o mundo, não a fazer milagres, mas a ser mansos e humildes. Jesus, cuja Palavra é Vida e Luz, é nosso Mestre. Dizemos, no vernáculo, discípulo, disciplina, discente. Enxergo uma familiaridade etimológica entre os vocábulos. Se dissermos o corpo discente de uma escola, estamos nos referindo aos que estão no processo de aprendizagem. Isto posto, discípulo é o que segue uma disciplina, é um permanente discente.Vem-me à evocação: "non scholae, sed vitae discimus" (não aprendemos para a escola, mas para a vida. "Discimus", discente, discípulo, disciplina) Inúmeras vezes perde-se a paz do coração. Tal situação altera a paz nas relações recíprocas. Identificamos a razão: deixou-se perturbar pela ira. A quem se encontra assim Jesus, o insuperável Mestre, diz: "Aprendam de mim que sou manso de coração". Ir ao Bom Jesus para dEle e nEle mesmo aprender. Ele é o Mestre e, concomitantemente, a Escola. Jesus é...

Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz

  Na provação, o homem que não quer nem deseja sinceramente se não a Deus deve refugiar-se nele e esperar com paciência que a paz regresse. [...] Quem sabe onde e como agradará a Deus voltar a cumulá-lo dos seus dons? Coloca-te pacientemente ao abrigo da vontade divina, que vale cem vezes mais do que os impulsos de uma virtude brilhante. [...] Porque os dons de Deus não são o próprio Deus, e só sele devemos gozar, e não dos seus dons. Mas a nossa natureza é de tal maneira ávida, de tal maneira voltada para si mesma, que se insinua por toda a parte, apoderando-se daquilo que não lhe pertence, e manchando assim os dons de Deus, impedindo a nobre ação de Deus. [...] Mergulha, pois, em Cristo, na sua pobreza e na sua pureza, na sua obediência, no seu amor e em todas as suas virtudes. Foi nele que foram concedidos ao homem os dons do Espírito Santo, a fé, a esperança e a caridade, a verdade, a alegria e a paz interiores, no Espírito Santo. É também nele que se encontra o abandono e a su...
  Se as pessoas nos conhecerem como realmente somos, sem os enfeites mundanos de que nos cercamos, será que continuam a amar-nos? Ou será que nos esquecem mal deixamos de ter utilidade para elas? Somos bons por causa do que fazemos e temos, ou porque somos quem somos? Sou alguém porque o mundo me torna alguém ou sou alguém porque pertenço a Deus, muito antes de pertencer ao mundo? Henri Nouwen

Colocar a Cristo como lanterna divina no nosso coração

  «Eu sou a verdade» (Jo 14,6). Em virtude da nossa condição natural, caminhamos neste mundo mergulhados nas trevas (cf Lc 1,79). Para ascendermos a Deus, precisamos de ser iluminados sobrenaturalmente. Só Cristo manifesta a verdade religiosa, pois Ele é a luz do mundo. Os seus ensinamentos, sem dissiparem por completo as trevas, permitem-nos reconhecê-lo como o Enviado pelo Pai e aderir a Ele como a Verdade suprema e infalível. «O Senhor é minha luz» (Sl 27,1). O Evangelho traz ao mundo a revelação das grandes verdades religiosas: a Trindade, a encarnação, a redenção e as consequências da vida após a morte; e também revela à humanidade o mistério da paternidade divina. Quando Jesus nos fala de Deus, apresenta-O sempre como nosso Pai: «Vou subir para o meu Pai e vosso Pai» (Jo 20,18). Uma das características do Novo Testamento é ensinar-nos a chamar Pai a Deus, a comportarmo-nos com Ele como seus filhos (cf Mt 6,9; Rm 8,16). Com a paternidade divina, Jesus revela-nos também a nossa...

Ser uma alma plenamente espiritual

  São Basílio (c. 330-379) monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja Tratado do Espírito Santo, capítulo IX; PG 32, 107B-110C Ser uma alma plenamente espiritual Para o Espírito se voltam todos os que necessitam de santificação, para Ele se dirige o desejo de todos os que vivem segundo a virtude e que são, por assim dizer, revigorados pelo seu sopro, auxiliados na busca do fim que é conforme à sua natureza. [...] Purificar-se da fealdade adquirida pelos vícios, regressar à beleza da própria natureza, restituir, por assim dizer, a imagem real à sua forma original através da pureza é o único caminho para uma alma se aproximar do Espírito Santo. Ele, como o Sol que alcança um olhar puríssimo, mostrará em Si mesmo a imagem do invisível; e, na bem-aventurada contemplação da Imagem, verás a inefável beleza do Arquétipo. Por meio dele, os corações são elevados, os fracos são guiados pela mão e os que progridem tornam-se perfeitos. É Ele que ilumina os purificados de toda a im...