A literatura é a arte de palavra. Sua matéria- prima é, portanto, a palavra. A literatura é a transfiguração do real. É uma das manifestações artísticas da humanidade. Uma característica transcendental do ser humano é o pulchrum, isto é, o belo. Um dos grandes apreciadores da beleza foi Fiodor Dostoiewski. Tal fato é surpreendente, pois seus romances penetraram nas zonas mais obscuras e até perversas da alma humana. Mas o que o movia, na verdade, era a busca da beleza. É dele a famosa frase:A beleza salvará o mundo, dita no livro O Idiota. No romance Os irmãos Karamazov aprofunda a questão. Um ateu Ipolit pergunta ao príncipe Mynski como a beleza salvaria o mundo? O príncipe nada diz, mas vai junto a um jovem de 18 anos que agonizava. Aí fica cheio de compaixão e amor até ele morrer. Com isso nos quis dizer: beleza é o que nos leva ao amor condividido com a dor. Desse modo, o mundo será salvo hoje e sempre enquanto houver essa atitude. A beleza, característica transcendenta...
A arrogância da morte foi reprimida [...], Adão foi libertado e foi inaugurado para todos os seres um Espírito de vida graças à ressurreição de Cristo, que traz consigo uma luz sem fim; [...] e todos os fiéis cantavam com amor: «Deus dos nossos pais e nosso Deus, bendito sejas, Tu, que estás acima de todo o louvor». Os túmulos abriram-se, ó Salvador, com o teu despertar, e as almas dos justos celebraram com alegria, ó Cristo, a tua ressurreição; pois Tu és o Senhor que, tendo morrido na tua essência humana, pela tua natureza divina, ó Todo-Poderoso, fizeste perecer o Hades e libertaste os mortais. Anunciamos as tuas duas naturezas, ó Cristo, pois és Deus e homem, e com devoção Te cantamos: «Deus dos nossos pais e nosso Deus, bendito sejas, Tu, que estás acima de todo o louvor». «Montanha santa»: é assim que te reconhecemos, ó Virgem, pois de ti foi talhada, sem mão humana, a Pedra, Cristo, que, vindo à nossa carne, encheu o mundo do conhecimento de Deus; a Ele adoramos, proclaman...