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O fariseu dentro de nós não quer ser corrigido

Às vezes, as palavras do Papa são fortes, como sabia fazer Jesus. No fundo é o seu Vigário. Como ele, adverte em particular para o comportamento farisaico daqueles que se consideram justos, mais ortodoxos, melhores que os outros. É "a religião do eu", com seus ritos e suas orações, daqueles que "se confessam católicos, mas esqueceram de ser cristãos e humanos", esqueceram de prestar o "verdadeiro culto a Deus, que sempre passa pelo amor ao próximo".Francisco propõe o caminho da autoacusação: em todos nós - observa – ressurge sempre "o fariseu", presunçoso, campeão em justificar-se. O caminho da fé é sempre o de ter a humildade de deixar-se corrigir.

Fé e idolatria

Fé e idolatria O Papa Francisco exorta a adorar o único verdadeiro Deus, Uno e Trino, em uma sociedade que se torna cada vez mais pagã. "A idolatria - disse ele - não é somente ir a um templo pagão e adorar uma estátua. Não, idolatria é uma atitude do coração", é quando se prefere algo porque é mais cômodo para si e se esquece do Senhor. Os ídolos mudaram de nome, mas estão mais presentes do que nunca: o ídolo do dinheiro, do sucesso, da carreira, da auto realização, do prazer e todos aqueles ídolos que prometem felicidade, mas que não a dão, antes pelo contrário, escravizam, nos roubam o amor. Os ídolos prometem vida, mas a tiram - disse o Papa em uma bela catequese no ano passado - enquanto o verdadeiro Deus não pede a vida, mas a dá.

Mensagem para o Dia da Paz

[...] abandonar o desejo de dominar os outros e aprender a olhar-se mutuamente como pessoas, como filhos de Deus, como irmãos. O outro nunca há de ser circunscrito àquilo que  pôde   ter dito ou feito, mas deve ser considerado pela promessa que traz em si mesmo. Somente escolhendo a senda do respeito é que será possível romper a espiral da vingança e empreender o caminho da esperança" Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 01.01.2020.

DIA MUNDIAL DA PAZ - Papa Francisco

Meus amigos e amigas, por ocasião do DIA MUNDIAL DA PAZ, celebrado a cada ano no dia 1º de janeiro, o Papa produz uma mensagem própria para o dia ora referido.  A mensagem para 2020 tem como tema: A PAZ COMO CAMINHO DE ESPERANÇA: DIÁLOGO, RECONCILIAÇÃO E CONVERSÃO ECOLÓGICA .  O Santo Padre aborda o tema em cinco subtítulos, quais sejam: 1. A paz, caminho de esperança face aos obstáculos e provações. 2. A paz, caminho de escuta baseado na memória, solidariedade e fraternidade. 3 A paz, caminho de reconciliação na comunhão fraterna. 4. A paz, caminho de conversão ecológica. 5. Obtém-se tanto quanto se espera. A certa altura do texto, o Papa afirma "A cultura do encontro entre irmãos e irmãs rompe com a cultura da ameaça. Torna cada encontro uma possibilidade... Faz-nos de guia para ultrapassarmos os limites de nossos horizontes estreitos." Trata-se de uma verdadeira conversão. "  A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida ." V...

O Natal descrito pelos Padres da Igreja

«Reconheçamos o verdadeiro dia e tornemo-nos dia! Éramos, na verdade, noite quando vivíamos sem a fé em Cristo. E uma vez que a falta de fé envolvia, como uma noite, o mundo inteiro, aumentando a fé a noite veio a diminuir. Por isso, com o dia de natal de Jesus nosso Senhor a noite começa a diminuir e o dia cresce. Por isso, irmãos, festejemos solenemente este dia; mas não como os pagãos que o festejam por causa do astro solar; mas festejemo-lo por causa daquele que criou este sol. Aquele que é o Verbo feito carne, para poder viver, em nosso benefício, sob este sol: sob este sol com o corpo, porque o seu poder continua a dominar o universo inteiro do qual criou também o sol. Por outro lado, Cristo com o seu corpo está acima deste sol que é adorado, pelos cegos de inteligência, no lugar de Deus que não conseguem ver o verdadeiro sol de justiça».  Santo Agostinho «Ele está deitado numa manjedoura, mas contém o universo inteiro; mama num seio materno, mas é o pão dos anjos; veio ...
“'Quem se compara ao Senhor, nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas e Se inclina lá do alto a olhar os céus e a terra?’ Assim canta Israel num dos seus Sa lmos (113/112, 5s.), onde exalta simultaneamente a grandeza de Deus e sua benigna proximidade dos homens. Deus habita nas alturas, mas inclina-Se para baixo… Deus é imensamente grande e está incomparavelmente acima de nós. Esta é a primeira experiência do homem. A distância parece infinita. O Criador do universo, Aquele que tudo guia, está muito longe de nós: assim parece ao início. Mas depois vem a experiência surpreendente: Aquele que não é comparável a ninguém, que ‘está sentado nas alturas’, Ele olha para baixo. Inclina-se para baixo. Ele vê-nos a nós, e vê-me a mim. Este olhar de Deus para baixo é mais do que um olhar lá das alturas. O olhar de Deus é um agir. O fato de Ele me ver, me olhar, transforma-me a mim e o mundo ao meu redor. Por isso logo a seguir diz o Salmo: ‘Levanta o pobre da miséria…’ Com o seu olhar p...