Conta-se que, enquanto estava no seminário, São João Maria Vianney tinha muitas dificuldades para aprender as matérias, como o latim, a filosofia e a teologia. Tanto que seus professores estavam até desanimados a ensiná-lo, já que o santo vivia reprovando nos exames. Ao se aproximar a sua ordenação, o vigário geral reunido com alguns padres, questionaram se era lícito conceder o sacramento da Ordem ao Cura D'Ars, pois este "era muito burro”.
Ouviu então do reitor o seguinte:
- João, os professores não o consideram apto para a sagrada ordenação ao sacerdócio. Alguns o chamaram até de 'burro que nada sabe de teologia’. Como podemos promovê-lo ao sacramento do sacerdócio?
São João Maria Vianney humildemente respondeu:
- Monsenhor, Sansão matou cem filisteus com a queixada de um burro. O que acha que Deus poderia fazer com um burro inteiro?
João Maria acabou sendo ordenado sacerdote não por causa das suas luzes intelectuais, que de fato não eram o seu forte, mas sim por conta do que mais importa em qualquer sacerdote: a santidade de vida.
Parece que os maiores problemas nos estudos do Santo Cura d'Ars aconteceram com o Latim. Daí que se socorresse das explicações que lhe davam os colegas. Certo dia, um deles, com apenas 12 anos — João Maria Vianney já contava 19 —, exasperado com tanta lentidão na aprendizagem, perdeu a paciência e deu duas bofetadas no condiscípulo. Este, em vez de ficar irritado, caiu de joelhos e pediu perdão por não conseguir apreender devidamente. É claro que, logo a seguir, os dois abraçaram-se e o outro (chamado Matias Loras) arrependeu-se para sempre. Mais tarde, chegou a bispo (em Dubuque, nos Estados Unidos) e consta que teve sempre a maior consideração pelo Santo Cura d'Ars
Fonte: Aleteia