"Sem a faculdade de esquecer, o nosso passado pesaria de tal maneira sobre o nosso presente que não teríamos forças para abordar nem mais um único instante, e muito menos para entrar nele. A vida só parece suportável às naturezas superficiais, a essas que, justamente, não se lembram."
(CIORAN, Emil. — In: "Do inconveniente de ter nascido". Tradução: Manuel de Freitas. — Lisboa: Letra Livre, 2010.)