“Qual é a grande enfermidade de nosso tempo e de nosso povo? Na grande maioria das pessoas é a desintegração interna, a falta total de convicções e princípios firmes, à deriva, sem direção e por causa da insatisfação com esse tipo de existência, a busca de entorpecimento em novos prazeres, cada vez mais sofisticados; naqueles que procuram um conteúdo de vida sério é, frequentemente, o afogamento numa atividade profissional unilateral que protege contra a agitação da vida, mas não consegue detê-la. O remédio contra a doença de nosso tempo são seres humanos plenos, fincados no chão da eternidade; não se deixam abalar em suas convicções e em seu agir por opiniões, asneiras e vícios da moda que grassam à sua volta. Cada uma dessas pessoas é como uma coluna firme em que muitos podem agarrar-se para voltar a sentir, por seu meio, o chão firme debaixo dos pés... Transformadas em seres plenos que ajudam aos outros a se tornarem o mesmo, as mulheres passam a criar células sadias e fortes que levam forças vitais sadias ao corpo da nação inteira... Mães que pisam no chão de uma firme visão do mundo, que sabem para que educar seus filhos; que tem a vista livre para as potencialidades de seus filhos e um olhar certeiro para os rebentos que precisam ser podados e que intervêm no momento certo com mão segura e que não pretendem fazer tudo sozinhas, tendo a coragem de soltar seus filhos, entregando-os na mão de Deus quando se tornam adultos. São elas o que há de mais importante para a recuperação da saúde de um povo”.
Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz). A Mulher: sua missão segundo a natureza e a graça. EDUSC, p. 287-288.