quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sem a educação

“Sem a educação, o povo não sabe exercer ou delegar o poder que dele emana, não alcança a cidadania, não contribui decisivamente para aumentar a sua própria receita nem a do País, não se capacita sequer a cuidar de sua saúde e não sabe educar seus filhos.
[...]Jesus Cristo [...] rejeitou todos os títulos. Chamaram-no "O Rei", e ele disse: "O meu reino não é deste mundo." Uma vez chamaram-no de "bom", e ele disse: "Quem é bom, senão o Pai, que está no céu?" Mas um dia um discípulo gritou raboni; e ele disse: "Você me chamou de mestre, e eu sou."

Sen. Joao Calmon

PROCLAMAR A PALAVRA


domingo, 19 de fevereiro de 2017



"'Que é o homem?' Pergunte ao profeta Isaías, e ele responde: o homem é como a 'erva'. Pergunte a Davi, e ele responde: o homem é 'uma mentira', não apenas um mentiroso, ou um enganador, mas 'uma mentira' e um engano. Todas as respostas que o Espírito Santo dá a respeito do homem, são para tornar o homem humilde" (Joseph Caryl, puritano do século XVI)

Minha vida é um ouvir

“Minha vida é um ouvir. A Dele é um falar. Minha salvação está em ouvir e responder. Para isso, deve minha vida ser silenciosa. Daí ser meu silêncio minha salvação.
O sacrifício que agrada a Deus é a oferenda de minha alma – e das almas de outros.
A alma está em atitude de oferta quando se mantém inteiramente atenta a ele. Meu silêncio, que me separa de tudo mais é, pois o sacrifício de todas as coisas e a oferenda de minha alma a Deus. É, portanto, o sacrifício mais agradável que lhe posso oferecer. Se conseguir ensinar a outros a viver nesse silêncio, estou oferecendo-lhe um sacrifício sumamente agradável. O conhecimento de Deus é melhor que holocaustos (Os 6,6).”Thomas Merton

OH SUBLIME CIÊNCIA DAS ALTURAS!

. É aqui que cai, como uma lâmina, a força do Evangelho que sai dos lábios de Jesus: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!» (João 13,34). Aqui, a medida não sou eu. Aqui, a medida é Jesus, o das alturas, o do alto das montanhas. Aqui, a medida é sem medida! Aqui, o amor não é interesseiro. Aqui, o amor é puro, radical, incondicional, assimétrico, sem retorno. Aqui, o amor é até ao fim! Oh sublime ciência das alturas(Dom Antonio Couto)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ANSIEDADE

Ansiedade

“ Em nossa época, tudo tem de ser “problema”. Nosso tempo é de ansiedade, porque assim o quisemos. Nossa ansiedade não nos é imposta, à força, do exterior. Nós a impomos ao mundo em que vivemos e a impomos uns aos outros.
A santidade, numa tal época, significa, sem dúvida, transportar-se da região da ansiedade à região em que não existe ansiedade. Ou talvez signifique aprender de Deus a não ter ansiedade em meio à ansiedade.
No fundo, como realça Max Picard, provavelmente resume-se nisso: viver num silêncio que reconcilie as contradições dentro de nós a tal ponto que, embora em nós permaneçam, deixam de constituir um problema (World of Silence, p. 66-67).
Sempre existiram contradições na alma do homem. Entretanto, estas só se tornam um constante e insolúvel problema quando preferimos, ao silêncio, a análise. Não nos cabe resolver todas as contradições, e sim viver com elas e nos elevarmos acima delas, e considerá-las à luz de valores externos e objetivos que, por comparação, as tornam triviais.Thomas Merton

A dor é cristã, mas o ressentimento não- Papa Francisco

A dor é cristã, mas o ressentimento não.
 No centro da homilia de Francisco esteve a primeira Leitura, extraída do Livro do Génesis, que fala de Caim e Abel.
 Pela primeira vez na Bíblia “se diz a palavra irmão”. É a história de uma “fraternidade que devia crescer, ser bela e acaba destruída”. Uma história – disse o Papa – que começa “com um pouco de ciúme”: Caim fica irritado porque o seu sacrifício não é apreciado por Deus e começa a cultivar aquele sentimento dentro de si. Poderia controlá-lo, mas não o faz:
 “E Caim preferiu o instinto, preferiu cozinhar dentro de si este sentimento, aumentá-lo, deixá-lo crescer. Este pecado que cometerá depois, que está oculto atrás do sentimento. E cresce. Cresce. Assim crescem as inimizades entre nós: começam com um pequena coisa, um ciúme, uma inveja e depois cresce e nós vemos a vida somente daquele ponto e aquele cisco se torna para nós uma trave, mas a trave nós que temos, está lá. E a nossa vida gira em volta daquilo e destrói o elo de fraternidade, destrói a fraternidade”.

Aos poucos se fica “obcecado, perseguido” por aquele mal, que cresce sempre mais:


“E assim cresce, cresce a inimizade e acaba mal. Sempre. Eu me distancio do meu irmão, ele não é meu irmão, é um inimigo, que deve ser destruído, expulso... e assim se destroem as pessoas, assim as inimizades destroem famílias, povos, tudo! Aquele corroer o fígado, sempre obcecado com aquilo. Isso aconteceu com Caim, e no final acabou com o irmão. Não: não há irmão. Somente eu. Não há fraternidade. Somente eu. Isso que aconteceu no início acontece a todos nós, a possibilidade; mas este processo deve ser detido imediatamente, no início, na primeira amargura, detido. A amargura não é cristã. A dor sim, a amargura não. O ressentimento não é cristão. A dor sim, o ressentimento não. Quantas inimizades, quantas rupturas”.