sábado, 30 de julho de 2016

Dies Domini (Dia do Senhor): Neo-fariseus

Dies Domini (Dia do Senhor): Neo-fariseus: Os fariseus, do tempo de Jesus, eram fiéis devotos que levavam muito a sério todos os ritos e orientações dos livros e da tradição ju...
"Que vai pela clerezia?… Simonia.
E pelos membros da Igreja?… Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?… Unha


Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha." 
- Gregório de Matos (1636 - 1695)
ESTROFE LATINA DE WALTER DE CHÂNTILLON
GALTERUS DE CASTELLIONE, nome latinizado de WALTER DE CHÂNTILLON, poeta do século XII d.C., advogado e secretário de Henri, arcebispo de Reims, escreveu poesias onde exprobrava os vícios do clero de sua época. Bem característica da depravação clerical é esta seguinte estrofe:
A prelatis defluunt vitiorum rivi,
Et tantum pauperibus irascuntur divi;
Impletur versiculus illius lascivi:
Quicquid delirant reges, plectuntur Achivi.
Dos prelados correm rios de vícios,
Mas os deuses só se irritam com os pobres.
Cumpre-se o verso daquele [poeta] brincalhão:

Por mais que os reis delirem, são os gregos que sofrem.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Edite Stein

«Todos sabemos que a mesma coisa
em tempos e circunstâncias diversas
produz efeitos diferentes.
Podemos ler uma Palavra da Escritura,
escutá-la ou pronunciá-la cem vezes 
e de certo modo ter captado o seu sentido,
mas pode não ter penetrado no profundo
e ficar na superfície,
como uma semente num terreno pedregoso
que não pode germinar».
Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) | 1891 – 1942
Edite Stein, Obras Completas.
Senhor,
a força misteriosa e oculta do Teu Amor
vivifica a tua Palavra
e todos os dias ela quer penetrar
no meu coração como uma
Palavra geradora de vida nova.
Quando o Teu Espírito
ilumina o meu entendimento
descubro a Tua Palavra como fina chuva
que suavemente cai sobre mim
e empapa o meu ser.
Palavra que desce à profundidade do meu coração
e me dá olhos novos para ver,
ouvidos novos para escutar
coração novo para amar.
Que a Tua palavra encontre em mim
um coração dócil
e uma mente aberta
para não ficar na superfície,
mas descer sempre à profundidade
e dar abundantes frutos.
Amen.

A princesa e os muros

LINK DE ACESSO

«Quem acredita em Mim, [...] viverá» - Agostinho de Hipona

«Quem acredita em Mim, [...] viverá»



«Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morrerá para sempre.» Que quer isto dizer? «Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido como Lázaro, viverá», porque Deus não é um Deus de mortos, mas um Deus de vivos. Já a propósito de Abraão, de Isaac e de Jacob, os patriarcas há muito mortos, Jesus tinha dado a mesma resposta aos judeus: «'Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob'; não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos» (Lc 20,38). Por isso, acredita e, ainda que estejas morto, viverás! Mas, se não acreditares, ainda que estejas vivo, na verdade estás morto. [...] De onde vem a morte da alma? Vem do facto de a fé já lá não estar. De onde vem a morte do corpo? Vem do facto de a alma já lá não estar. A alma da tua alma é a fé. «Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido no seu corpo, terá a vida na sua alma até que o próprio corpo ressuscite para nunca mais morrer. E quem vive na sua carne e acredita em Mim, ainda que tenha de morrer durante algum tempo no seu corpo, não morrerá para a eternidade, devido à vida do Espírito e à imortalidade da ressurreição.»
É isto que Jesus quer dizer na sua resposta a Marta. [...] «Acreditas nisto?» «Sim, Senhor», respondeu ela, «eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo. E, acreditando nisto, acredito que és a ressurreição, acredito que és a vida, acredito que quem acredita em Ti, ainda que tenha morrido, viverá; acredito que quem está vivo e acredita em Ti não morrerá para sempre.»

Filosofia

A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade aquilo que o conserva no rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui do rebanho. […] Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.
- F. Nietzsche