quarta-feira, 27 de maio de 2015

A REFLETIR

"Aos que trazem muita coragem a este mundo, o mundo quebra a cada um deles e alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados. Mas aos que não se deixam quebrar, o mundo os mata. Mata os muito bons, os muito meigos, os muito bravos – indiferentemente.
Se não pertenceis a nenhuma dessas categorias morrereis da mesma maneira, mas então não haverá pressa alguma em matá-lo."


Ernest Hemingway - Adeus às Armas
HÁ 25 ANOS O PAPA NÃO VÊ TELEVISÃO

DEUS É AMOR



"É o amor que identifica Deus. É pelo amor que conseguiremos identificar Deus. Deus é amor no tempo, Deus é amor desde toda a eternidade (cf. 1Jo 4, 8.16). Deste modo, a única forma de conhecer Deus é amá-Lo. É por isso que, para falar de Deus, a razão não basta e as palavras não chegam. Acerca de Deus, só o amor é eloquente. Daí a conhecida máxima de Sto. Agostinho: «Se vês a caridade, vês a Trindade». Quem vive o amor, vive em Deus. Percebe-se, então, que o mesmo Sto. Agostinho tenha feito do amor a súmula que da vida trinitária. Dizia ele que o Pai é o amante, o Filho é o amado e o Espírito Santo é o amor. O Espírito Santo é precisamente o «vínculo do amor» («vinculum amoris») que une o Pai e o Filho."

terça-feira, 26 de maio de 2015

A FRATERNIDADE, ELEVAÇÃO DA HUMANIDADE



"A fraternidade é o zênite da humanidade. Verdadeiramente, só seremos humanos quando formos irmãos. O falecido Fernando Ribeiro e Castro terá dito: «Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão; se queres ver muito feliz, dá-lhe muitos irmãos». É por isso que mais importante do que criar um Dia do Irmão é ser autenticamente irmão em cada dia. Ser irmão é uma presença que nem a ausência consegue cortar. O irmão está sempre presente, mesmo quando se está ausente. Nada disto se explica, tudo isto se sente." P. Antonio Teixeira Pinheiro

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Tempestade Noturna
Noite alta,
na soçobrante Nau exposta aos quatro ventos,
em pleno céu sulcado de relâmpagos,
os marinheiros mortos trovejam palavrões.
Ó velhos marinheiros meus avós…
para eles ainda não terminou a espantosa Era dos Descobrimentos!
Santa Bárbara
e São Jerônimo,
transidos de divino amor,
escutam suas pragas como orações.
Quando eu acordar amanhã, livre e liberto como uma asa,
vou rezar a São Jerônimo
vou rezar a Santa Bárbara
por este nosso fim de século – pobre Nau perdida no nevoeiro -
que em vão busca o rumo
das eternas, das misteriosas Américas ainda por descobrir!
Mario Quintana