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COMO SE DESTROEM PESSOAS E SE DIFAMAM INSTITUIÇÕES

Vivemos hoje momentos históricos em todos os sentidos e setores, e naturalmente também em termos de comunicação. Houve tempos em que estas comunicações eram bem mais lentas. Hoje elas se dão na mesma hora e podem atingir simultaneamente um incontável número de pessoas. Fica logo evidente que nos encontramos diante de verdadeiras maravilhas. Entretanto, como tudo o que é humano, também as comunicações carregam consigo as marcas da ambivalência. Tudo depende de como elas são programadas veiculadas. Em poucos segundos podem construir heróis ou bandidos. Podem construir, ou podem destruir. Daí a responsabilidade de quem fala, de quem se utiliza dos incontáveis meios de comunicação, hoje normalmente denominadas de redes sociais. 

Pois bem, quanto surge alguma suspeita, sobre qualquer pessoa ou instituições, o único caminho ético é o da busca da informação o mais objetiva e o mais completa possível. Em seguida existem as várias instâncias a serem percorridas até eventualmente chegar à TV. Caso contrário alguns minutos de acusação ou um simples email, podem matar pessoas e macular instituições. Isso é tanto mais verdadeiro quando se trata de Televisão. Os exemplos de calúnias são incontáveis através das TVs e redes sociais são inúmeros. Um dos pontos mais sensíveis se encontra naturalmente relacionado com acusações de bulling ou de assédio, moral ou sexual. Sobretudo neste último caso, no contexto em que de fato os crimes são muitos, paralelamente se criou uma certa paranóia. Daí o denuncismo se transformou em virtude e também em arma perigosa, capaz de destruir pessoas e até mesmo instituições. Ficou muito conhecido o caso de um casal de japoneses que mantinha uma prestigiosa escola em São Paulo. Denunciados de abuso sexual, viram seus rostos estampados pelo mundo afora, presos, execrados. Após uma processo veio a conclusão: eram inocentes. Mas o mal já estava feito. 


Neste clima denuncismo, tão urgente quanto ser intransigente com os verdadeiros criminosos, está na hora de ser intransigente com os que levantam suspeitas e fazem denúncias sem fundamento. A calúnia continua sendo um crime e uma grave violação de cunho ético. Convém aqui lembrar um velho exemplo: quando se solta uma certa quantidade de penas de um avião, dificilmente se consegue recolhê-las.Daí a urgência de se instalar uma verdadeira ética da responsabilidade pelo que se escreve ou se diz, mormente nas redes sociais e na TV. Ainda que teoricamente os acusados sem fundamento tenham direito de se defender, na prática já estarão tão feridas que dificilmente se recuperam.

Frei Antonio Moser

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