Os gregos usavam palavras diferentes para falar das várias dimensões do amor.Ágape - amor doação. Jesus é a expressão máxima desse amor.
Filia - amor amizade.
Eros - amor pelo que nos falta.
O filme Titanic apresentou-nos o amor romântico.
Na modernidade líquida – conceito do sociólogo polonês Z. Bauman – as relações pessoais tendem a ser efêmeras e de interesse mútuo porque a celeridade dos acontecimentos obriga as pessoas a não se demorarem em tudo que fazem, inclusive nos relacionamentos. Há um desejo pelo novo: trocar o carro atual por um mais novo, trocar os móveis do armário (mesmo em bom estado) por armários novos e, até, novos relacionamentos... Há uma obsolescência programada.
Hoje se tem muitos amores, mas não o amor. Ainda mais, amamos as coisas e gostamos das pessoas.
Amor líquido que se contrapõe à solidez, durabilidade.
Hoje o individualismo está em alta.É o amor de Narciso. Esse acha "feio o que não é espelho", conforme canta Caetano Veloso.
Freud diz que o homem se torna adulto quando é capaz de amar o outro. O indivíduo narcísico ama mais uma imagem de si, como no mito de Narciso.
Evoco também uma definição nada romântica de amor em A balada do café triste e outras histórias (ed. José Olympio, 192 págs.), da escritora norte-americana Carson McCullers: “Antes de mais nada, o amor é uma experiência conjunta entre duas pessoas, mas o fato de ser uma experiência conjunta não significa que seja uma experiência semelhante para as duas pessoas envolvidas."
Viva o l'amour!!!
Um excelente dia cheio de muito amor!!!
Edson Lira
- Quando eu te encarei
- Frente a frente
- Não vi o meu rosto
- Chamei de mau gosto o que vi
- de mau gosto o mau gosto
- É que Narciso acha feio
- o que não é espelho
- E a mente apavora o que ainda
- Não é mesmo velho
- Nada do que não era antes
- quando não somos mutantes (Caetano Veloso)