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«O mar foi para ti um caminho; caminhaste por entre águas caudalosas e ninguém descobriu as tuas pegadas» (Sl 77,20)


São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros 
Instruções espirituais I, A fé

«O mar foi para ti um caminho; caminhaste por entre águas caudalosas e ninguém descobriu as tuas pegadas» (Sl 77,20)
Deus está em toda a parte por completo e sem limites. E está próximo de cada um de nós, segundo o testemunho que dá de Si mesmo: «Eu sou um Deus que está próximo, não um Deus que está longe» (Jer 23,23). O Deus que buscamos não está longe de nós; temo-Lo entre nós. Ele habita em nós como a alma no corpo, se formos membros seus mortos para o pecado (cf 1Cor 6,15) [...] Nesse caso, habita verdadeiramente em nós Aquele que disse: «Estabelecerei a minha morada no meio deles e andarei com eles» (Lv 26,11-12). Quando Ele nos dá a graça de habitar em nós, somos realmente vivificados por Ele, como seus membros vivos. «Nele», diz o Apóstolo, «vivemos, nos movemos e existimos» (At 17,28).

Mas quem poderá investigar a inefável e incompreensível essência do Altíssimo? Quem poderá sondar os profundos segredos de Deus? Quem poderá gloriar-se de conhecer o Deus infinito, que tudo enche e circunda, que tudo penetra e supera, que tudo abrange e transcende? «Ninguém jamais viu a Deus» (Jo 1,13) tal como Ele é. Por isso, ninguém tenha a presunção de descobrir os mistérios incompreensíveis de Deus, o quê, o como, o porquê do seu ser. São realidades inefáveis, insondáveis, impenetráveis. Limita-te a acreditar com toda a simplicidade, mas com grande firmeza, que Deus é e será como sempre foi, porque Deus é imutável.

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