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Há coisas em que teremos de esperar pelo seu fim para as conhecer. O tempo, por exemplo.
Era o que Sto. Agostinho genialmente pensava e subtilmente dizia.
Afinal, «quando nos contam coisas passadas, essas coisas vêm da memória, não das próprias coisas que se passaram mas das palavras que tirámos das imagens dessas mesmas coisas que, atravessando os nossos sentidos, imprimiram no nosso espírito os seus traços e vestígios».
Nem sequer podemos dizer o que é o tempo porque do tempo que falamos ele já não é.
No fundo, temos a noção do presente: do presente do passado e do presente do futuro.
Como nota Pedro Mexia, «não há passado, mas lembrança; não há presente, mas atenção; não há futuro, mas espera».
Ou, voltando a Sto. Agostinho, «o presente das coisas passadas, o presente das coisas presentes e o presente das coisas futuras»!

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