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1º DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA - DOMINGO DA MISERICÓRDIA
"O conceito cristão de misericórdia é, portanto, a chave da transformação de todo um universo em que o pecado ainda parece reinar, porque o cristão não escapa do mal, nem é dispensado de sofrer, nem, ainda, é liberto da influência e dos efeitos do pecado. Ele pode, infelizmente, pecar. Não é completamente liberto do mal.
Deus, que é todo santo, não contente em fazer misericórdia conosco, pôs também a Sua misericórdia em mãos dos pecadores em potencial que somos, para que pudéssemos escolher entre o bem e o mal, vencer o mal com o bem e obter para nós mesmos a misericórdia que tivermos com os outros.
Alguns são apenas virtuosos o suficiente para esquecer que são pecadores, sem se sentirem infelizes o suficiente para lembrar quanto necessitam da misericórdia de Deus.
É possível que certos homens, que levaram má vida na terra, venham a ocupar, nos céus, um lugar mais alto do que aqueles que pareciam bons nesta vida. Qual é o valor de uma vida virtuosa se ela é sem amor e sem misericórdia?
É desejando a misericórdia de Deus que devemos reconhecer-Lhe a santidade. E isso é o começo de toda a justiça. Querer que Ele seja misericordioso para conosco é reconhecê-lO como Deus.
A misericórdia de Deus está a nossa disposição quando a quisermos; basta-nos ser misericordiosos com os outros. Pois é a bondade de Deus que age através de nós, quando nos leva a tratar o próximo como Ele nos trata. Sua misericórdia santifica a nossa pobreza, quando sentimos compaixão pela dos outros como se fosse a nossa. E isso é um reflexo criado da divina compaixão em nossa alma. Assim, ela destrói os nossos pecados no mesmo ato em que esquecemos e perdoamos os pecados alheios.
Se a minha compaixão é autêntica, se for um profundo sentimento do coração e não uma questão formal, aprendida em livro e praticada como um pio exercício, então a minha compaixão pelos outros é a misericórdia de Deus para comigo. A minha paciência com eles é a d'Ele para comigo. O meu amor pelo próximo é o Seu por mim
Thomas Merton "Homem Algum é uma Ilha", Verus 2003, p. 178; 179; 180; 181; 182.

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