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Ó Ternura, presta atenção!

Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301)
monja beneditina
Exercícios VII, SC 127

Ó Ternura, presta atenção!
Ó Ternura! Ternura! Não me abandones na minha angústia. Não desvies o teu rosto dos meus soluços e dos meus gritos. Que a tua caridade se incline para me escutar com paciência. Abre-me o teu seio, para que eu posso repousar um momento e expandir o meu espírito diante de ti. Estou certa de que, em virtude da bondade e da benevolência que te são naturais, não desdenhas homem algum na desolação nem desprezas aquele que se encontra na tribulação. Oh, que agradável é o odor dos teus perfumes para aquele que estava a cair no desalento.
Tu levantas os feridos, Tu libertas os presos (Sl 145,7). Tu a ninguém desdenhas na tribulação; Tu estás atenta às necessidades de todos, de forma maternal e misericordiosa. Tu velas com ternura sobre os desesperados. Tu dignas-Te compensar a indigência de todos com grande clemência. Presta, pois, ouvidos à minha indigência, a fim de que, para bem da minha alma, possa ter contigo preciosas conversas e de Ti receba conselhos de amor.

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